CHAPADA DIAMANTINA E O PARQUE NACIONAL
A Chapada Diamantina
possui um rico ecossistema e, como em todos os lugares, aumenta-se a busca
indevida e desenfreada pelos recursos naturais nela existentes. Desse modo, a
necessidade de preservar todo esse berço cultural, histórico e natural, se
mostrava cada vez mais evidente, de modo que, o Parque Nacional da Chapada
Diamantina foi criado.
Através dos §1º, 2º e 3º
do Decreto nº 84.017, de 21/09/1979, a legislação brasileira regulamenta e
estabelece normas para os Parques Nacionais (SILVA, 2001). Em 17 de setembro de
1985, o então Presidente da República assinou o decreto nº 91.655, assim sendo,
fica criado, no Estado da Bahia, o Parque Nacional da Chapada Diamantina com o
objetivo de proteger amostras dos ecossistemas da Serra do Sincorá, presentes
na região da Chapada Diamantina, assegurando a preservação de seus recursos
naturais e proporcionando oportunidades controladas para o uso pelo público, visitas
educativas, pesquisa científica e também contribuindo para a preservação de
sítios e estruturas de interesse histórico-cultural existentes na área.
Apesar de o parque ter
sido criado visando resguardar a área, atualmente pouco se faz para que seja
alcançado o objetivo, pois, percebe-se um cuidado quase inexistente com relação
a essa área de preservação ambiental, esquecendo assim, que a “natureza é um
bem não-renovável”.
As queimadas constantes no
período de grandes secas contribuem para a degradação da Chapada. Essas
queimadas são resultados da ação irresponsável dos agricultores, garimpeiros,
criadores, andarilhos e caçadores.
Municípios como Iraquara, Lençóis,
Palmeiras, Andaraí, Mucugê e uma pequena extensão de Ibicoara, entre outros,
abrangem esse Parque que compõe a unidade geológica conhecida como a Serra do
Espinhaço. Apresenta-se em geral como um altiplano extenso, com altitude média
entre 800 e 1200m acima do nível do mar.
Há cerca de um bilhão e seiscentos milhões de
anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar do espinhaço, onde rios, ventos
e mares desempenharam o papel dos agentes modificadores daquela paisagem dando
origem à Chapada. As inúmeras camadas de arenitos e calcários, hoje expostos na
Chapada Diamantina, representam as atividades destes agentes ao longo do tempo.
Nas ruas e calçadas das cidades, lajes de superfícies onduladas revelam a ação
dos ventos e das águas que passavam sobre areais.

A vegetação bastante diversificada
mistura floresta e planícies, campos rupestres, agrestes e caatinga. Nos vales
à beira dos rios, existem áreas densas e os solos, mais ricos. Uma das atrações
é a variedade da flora, apresentando mais de 50 tipos de orquídeas, bromélias e
trepadeiras que, num certo período do ano (abril a agosto), embelezam os
cenários da Chapada. A região possui também uma infinidade de plantas que são
utilizadas para fins medicinais.
A rica fauna da região
apresenta animais como: tamanduá-bandeira, tatu canastra, porcos-espinhos,
gatos selvagens, capivaras e inúmeras espécies de pássaros e cobras. Algumas
delas estão ameaçadas de extinção, principalmente devido à caça sem controle.
Diante disso, surge a pergunta: Até quando nossos "bens naturais" conseguirão resistir à tanta atrocidade? Devemos lutar pela preservação e não pela remediação. Então, a corrente continua.
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